Tantos anseiam o Natal e tão depressa passa… já acabou!

Sou só eu que tenho essa sensação? Que o Natal passa depressa demais para a azáfama que o envolve.

E porque comemoram o Natal?

Até ter filhos nunca me questionei sobre isso (pelo menos que me lembre).

Mas há uns anos atrás tive que parar para pensar o que queria transmitir. E depois como transmitir.

Não podemos esquecer de todo o meio envolvente. Por exemplo, se eu quisesse dizer ao meu filho que o Pai Natal traz as prendas como justificava aquelas que abre na noite de Natal e que alguém diz: “Esta é da/o….” ou aquelas que são entregues em mão?

Depois há aquela parte em que pensei: “Não quero que o meu filho veja o Natal simplesmente como uma época de consumismo” ou então ” Será que vale a pena falar em Pai Natal? Mais cedo ou mais tarde vai descobrir que não há.”

E ainda há a parte católica! Se o batizei, não devo excluir de todo essa parte.

As consoadas não são todas na nossa casa, melhor dizendo: poucas são. Ora é numa avó ou na outra ou ainda na casa do avô. Então temos que nos adaptar aos hábitos de cada casa.

Resumindo e baralhando…

Não queria passar a história do Pai Natal em branco, pois faz parte da magia do Natal e se não for em criança que alimentamos a imaginação deles quando será?

O primeiro ano que resolvi incutir o espirito deixámos bolachas e leite junto à árvore de Natal para o Pai Natal, pois deveria estar cansado de tantas prendas distribuir.

E na manhã seguinte havia 2 ou 3 prendas junto à árvore que apareceram como que por magia. 🙂

Este ano que já estava mais crescido (4 anos) falámos mais sobre o Natal.

Ele sabe que se comemora o nascimento de Jesus e que as pessoas oferecem prendas às pessoas que gostam como miminho, para lembrar isso: que gostam delas.

Não deixamos prendas debaixo da árvore, a menos que se comemore na nossa casa.

Na nossa árvore de Natal só aparecem 2 ou 3 prendas na manhã de 25.

Falámos em deixar as bolachas e o leite, mas saímos um pouco apressados e acabámos por nos esquecer.

“Não faz mal” – disse eu- “De certeza que outros meninos lembraram-se de deixar bolachas para o Pai Natal e ele também não consegue comer tudo. Lembraste que o ano passado ele não comeu as bolachas todas? Já devia ter a barriga cheia das bolachas de outros meninos.”

E na manhã seguinte, estavam duas prendas junto à árvore de Natal.

Um livro personalizado e umas “réguas” com desenhos para servir de molde.

Este ano foi o que mais vezes repetiu o que queria e “escreveu”, inclusive na carta ao Pai Natal na escola: uma pista (dos Super pilotos ou dos PJ Masks ou uma de cada).

Até acho que anteriormente nunca tinha pedido nada em concreto.

Teve sorte! Tem uma tia que o adora e sabia que ele queria muito e ofereceu-lhe.

No dia 26 estava em casa com os filhotes quando me lembrei que faltava uma prenda, que não cheguei a embrulhar sequer: uma bola saltitona com luz.

Esta bola tem uma história: houve confusão na escola por causa de uma bola semelhante e um dia que vimos numa loja à venda, ele pediu-me, mas expliquei-lhe que apesar de ter dinheiro para comprá-la, que não era cara, não ia comprar devido ao comportamento passado em relação à tal bola.

No início de Dezembro, lembrei-me de comprar-lhe uma.

Mas já era dia 26! Então o que fiz eu?

Sem que ele se apercebesse, embrulhei-a, escrevi uma carta e escondi-as atrás de uma almofada do sofá, que está junto à árvore de Natal.

A carta era do Pai Natal para o Tiago.

Não posso contar tudo, mas dizia que não tinha conseguido oferecer-lhe a pista que ele pediu, mas que deixou uns miminhos para ver que não se tinha esquecido dele, que é importante ser amigo da família e dos amigos e deu para perceber que o Pai Natal sabe de muitas coisas…

Como é que ele encontrou? Pedi ajuda para arrumar o sofá. 😉

Este Natal ficou outra memória para recordar: o elemento mais novo da família começou a fazer o gesto de luz! Gesto este que passou a ser o seu primeiro gesto consistente.

Artigo relacionado: “Pai, as luzes de Natal estão acesas!”

Entretanto já é dia 6 de Janeiro, dia de Reis, dia que é quase oficial o desmanchar da árvore de Natal ou no máximo no domingo seguinte (que este ano é logo a seguir).

Acabam-se as luzinhas a piscar a enfeitar as casas e ruas…

Não faz mal, mais depressa do que queremos já será novamente Natal!

Tenham um bom dia!

Eliane Félix

Categorias: Infância

3 comentários

Bia · Janeiro 17, 2018 às 3:41 pm

Amei a ideia do menino receber uma carta do Pai Natal! 😀 Talvez faça isso com os meus filhos quando os tiver heheh Artigo muito bom! Obrigada pela partilha!

Teresa César · Janeiro 7, 2018 às 10:08 pm

Sabes, o Natal só é azáfama por que “nós” assim permitimos. O aniversário do Gui é nas vésperas de Natal, e esse dia sim, é de alguma azáfama. Logo depois vem a consoada, que eu tenho a felicidade de poder disfrutar em plena harmonia familiar e aí vivemos o verdadeiro Natal! Claro que o Pai Natal vem sempre até cá a casa alimentar o imaginário do Gui, e ainda não foi este ano que ele o conseguiu ver bem, mas que ouviu uns sininhos lá ao longe, lá isso ouviu! Pode ser que esta tenha sido a última vez, mas quando terminar a magia do Pai Natal, tenho a certeza que todos os Natais continuaram a ser mágicos!

    admin · Janeiro 8, 2018 às 12:44 pm

    É verdade Teresa César. A azáfama somos nós que a fazemos.
    O Natal é mesmo isso: a harmonia familiar.
    Beijinhos

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