Uma colega de trabalho perguntou como correu a folga e a resposta foi de todo inesperada:

“Ontem devia ter uma nuvem negra por cima de mim!”

Quem me conhece, sabe que sou uma pessoa positiva e raramente me vêem chateada, mas realmente o dia anterior não tinha corrido nada bem.

Fim-de-semana…folga… Tinha tudo para correr bem. Estava em casa com os miúdos!

A manhã estava um tanto ou quanto alterada. Mãe e filho mais velho não estavam de todo em sintonia.

Eu repetia mil e uma vezes as coisas, ele parecia não ouvir… já estava super chateada. Não sei se era eu que estava impaciente se ele mais rebelde, o que é certo é que a determinada altura dei uma palmada com força…na mesa para chamar a atenção.

O problema maior foi que tinha o telemóvel na mão e foi palmada com telemóvel. Não correu nada bem. Ecrã ficou danificado ao ponto de ficar inutilizável.

Lembrei-me logo do livro que comprei e que ainda não tinha iniciado a sua leitura:

 De: Magda Dias Gomes

Depois de tentar perceber se tinha recuperação e de almoçarmos, conclui que tinha que comprar um “à pressão”. Felizmente era princípio do mês. 🙂

Fomos então até ao shopping. Que horror! O estacionamento estava cheíssimo!

Dei umas duas voltas e resolvi encostar para ver se alguém saía, junto ao estacionamento para grávidas e bebés. Os miúdos estavam a dormir mesmo…

PIIII!!! Uma apitadela! Era para mim. Fechei os olhos também e alguém queria estacionar quando o meu veículo estava a impedir a manobra.

Que vergonha! Além de estar a impedir a manobra, tinha perdido o lugar que tanto esperava e provavelmente tinham percebido que tinha adormecido, nem que por breves minutos.

Mas o pior ainda viria….

Não encontrava a chave! Como é possível?! Estava dentro do carro…

Quando desliguei o carro tirei a chave da ignição. Vá lá saber porquê… Na altura devia ter uma justificação, mas agora não.

A chave não podia ter ido para muito longe, pois não saí dali. Saí do carro para ver entre bancos e nada.

Entretanto havia um carro atrás do meu que queria passar e vendo aquele aparato foi ver se era necessário ajuda. Quando levanto a cabeça…era uma pessoa que eu conhecia. Que vergonha! Mais ainda!

Finalmente encontrei! E toca a sair dali o quanto antes.

Entretanto o filho mais velho já tinha acordado, mas estava tranquilo.

Vi um lugar vago! Yeahh!

Afinal era estreito. Sobretudo para quem ia tirar duas crianças. Pelo menos o lado do bebé convinha ter mais espaço.

Tinha que procurar outro lugar, o que implicava marcha atrás e lembrei-me que as luzes de marcha atrás não estavam a funcionar, pois ainda não tinham sido as lâmpadas trocadas por umas boas. Lindo serviço!

Fazer marcha atrás num shopping atolado sem luzes de marcha atrás.

Bem… toca a ligar os quatro piscas e recuar muito cautelosamente.

Correu bem. Mais uma voltinha…e finalmente um estacionamento vago e com espaço! Uff!

Abro a bagageira e…nem carrinho nem mochila…10 kg nos braços. Se demorar tanto tempo como para estacionar…ui,ui!

Quando vou tirar o baby avisto um “oásis”…era a mochila Isara, o meu porta-bebes!

Vamos para subir pelo elevador, que estava ali pertinho…elevador avariado.

Olho em redor e vejo uma entrada por onde nunca tinha passado. Por ai vamos nós…

Estávamos em frente à loja que pretendia fazer a compra e como era de esperar, estava cheia.

Disse ao mais velho para esperar num daqueles entretimentos espalhados pelos shoppings, um carro do Noddy que estava mesmo ao lado.

Sempre se entreteria melhor e a espera seria menos enfadonha.

O mais pequeno estava tranquilo junto a mim a mirar tudo o que podia.

De repente, aparece uma funcionária da loja a confirmar se estava por atender e deu-me prioridade.

Hipótese que nem me lembrei, sinceramente.

Assim sendo, vou para comprar um telemóvel igual… não há! Só superior e não havia pontos para usar. Grrr!

Depois da compra feita, toca a ir procurar uma película para proteger o ecrã. Nunca se sabe o que pode acontecer…

-“Não temos. Para esse telemóvel não temos.”

A sério?!

Nem película nem capa.

Toca a usar a mesma capa com uns apetrechos de forma a não ficar larga.

Voltámos para casa e as restantes horas do dia foram “normais”.

Ao deitar o mais velho, recordei que foi um dia complicado e fizemos um exercício juntos:

Pensar numa coisa boa que tinha acontecido durante o dia.

Não foi fácil, mas cada um escolheu um momento.

E desta forma fomos dormir mais serenos.

Tenham um bom dia!

Eliane Félix

 

 

 

Categorias: Infância

1 comentário

Tânia Henriques · Junho 14, 2018 às 10:02 pm

Lembrar uma coisa boa antes de dormir… Genial!

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