Em Portugal no dia 1 de Novembro, Dia de Todos-os-Santos, as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o Pão-por-Deus (ou o bolinho) de porta em porta. O dia de pão-por-deus, ou dia de todos os fieis defuntos, era o dia em que se repartia muito pão cozido pelos pobres.” – Wikipédia

O Dia de Pão por Deus ou Dia do Bolinho (como chamam em algumas povoações da zona centro e estremadura) é uma tradição que ADORO!

Já há muitos anos que não podia participar, pois é suposto ser uma tradição para crianças e a criança interior não conta. 😉

Mas depois de ser mãe voltei a andar nesse peditório, mas noutra perspectiva: de acompanhamento e ensinamento.

O ano passado andava eu e mais 4 crianças: a afilhada, a filha duma amiga, o meu filho mais velho e o mais novo, que ia em modo babywearing.

O pequenito, com menos de 1 ano, também tinha direito a saco. Era exclusivo para bolachas e broas. 🙂

Os pais quando acompanham os filhos no Pão-por-Deus, além de matarem saudades da infância, aproveitam para dar o “toque” da boa-educação:

– “Não te esqueças de dizer por favor.”

– “Já agradeceste?”

Porque a boa-educação não faz mal a ninguém, pelo contrário.

E também aproveitam para passar para a geração seguinte os truques de infância para voltar a casa de saco cheio (que é o que se quer quando se é criança).

Regra principal: Não irem muitos de uma vez só bater à porta de alguém!

E com esta regra dou por mim a pensar que em miúda sabia que era importante irmos em grupos pequenos (3 ou 4, no máximo), para “render” mais, mas quando os meus filhos começarem a ir sem a minha sombra provavelmente direi o inverso a pensar ma segurança.

Já não falta muito…provavelmente será já para o ano. O mais velho já tem quase 6 anos.

O que é mais importante nesta tradição?

Para as crianças, com certeza que serão as guloseimas.

Provavelmente, é o dia que as crianças comem mais guloseimas e ainda assim ficam com armazenamento. 🙂

Mas olhando como adulta e na época que estamos, esta tradição é muito mais que rebuçados, broas, chocolates…. é promover relações cara-a-cara.

Sim, porque … juntam-se crianças que muitas vezes só se juntam na escola.

… encontram-se amigos que nem sabíamos onde moravam.

… convive-se com pessoas de várias gerações.

… vai-se a pé.

Agora como adulta, o “senão” desta tradição são as guloseimas!

“O que vou fazer a todas estas guloseimas ?!?” – pensam a maioria dos pais, calculo.

Mesmo dando uma ajuda a comer, costuma sobrar imenso. Pelo menos, se não ficarem à mão, para não dizer escondidas. 🙂

Cá em casa, o hábito é na noite de Pão-por-Deus, quando não há criança acordada, inicia-se a divisão: rebuçados para um lado, broas para outro,…e por aí fora.

Além de ser mais fácil depois de distribuído procurar uma gulosice em concreto, têm formas de armazenamento diferentes e se algumas forem descobertas, não são todas de uma vez só. 😀

As caixinhas de Pintarolas ou Smarthies são logo as primeiras a serem separadas, pois aproveito-as para depois decorar bolos e doces. Acreditem, aquelas bolinhas coloridas fazem toda a diferença aos olhos dos miúdos. 😉

Ainda tenho outra forma de aproveitar o armazenamento: fazer biscoitos coloridos!!

Os rebuçados podem ainda se dividir por cores, triturar e colocar no centro na massa.

Tenham um bom dia!

Eliane Félix

Categorias: Infância

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