Muitas vezes o caminho mais fácil é pôr nas mãos de uma criança um tablet ou telemóvel para se entreter.

Tenho um filho de 4 anos e como muitos outros tem uma grande ADMIRAÇÃO por “jogos de ecrã”. Grande admiração é uma forma de suavizar.

Nem eu nem o pai temos jogos no telemóvel, exceptuando o “dinossauro que salta”, que aparece quando queremos aceder a uma página da internet e esta está off. Foi ele que descobriu que era um jogo! 🙂

Já lhe ensinei diversas brincadeiras de entretenimento tradicionais como: jogo do galo, pedra/tesoura/papel, jogo da sardinha, mas não é fácil “fugir” aos tablets e jogos de telemóvel.

Não que eu ache que ele não deva jogar de todo, mas tudo tem conta, peso e medida. Por isso, sempre que possível opto pelo entretenimento sem pilhas nem bateria.

Tivemos um jantar de aniversário de um familiar e a determinada altura, antes das sobremesas, se não me engano, o meu filho pediu à tia o telemóvel para jogar, visto nem o meu nem o do pai o satisfazer. Ela disse-lhe para me perguntar e eu respondi que estávamos ali para conviver, para falar uns com os outros e não para ficar a olhar para um telemóvel. Apresentei-lhe uma solução enquanto tirava um bloco de notas da mala: jogo do galo. Ele jogou com a tia, ensinaram a prima, pelo que me pareceu (estava na outra ponta e entretanto com o baby ao colo), e quando dei por ela os restantes adultos também se entretinham com papel e caneta. Fiquei super contente e orgulhosa da minha solução.

Quando vamos a algum aniversário, baptizado ou casamento há SEMPRE miúdos com tablets e claro que já se sabe onde está ele na maioria do tempo nessas ocasiões: a ver ou a jogar, quando lhe emprestam o aparelho.

No último casamento que fomos, como era de prever havia vários miúdos com tablets. Deixei-o andar com eles, mas a determinada altura tivemos que ir buscá-lo. Estava há tanto tempo de volta daquilo e mesmo já tendo começado a música ele não desgrudava. Ele nem sequer estava a ver as pessoas dançarem quanto mais ir dançar, como costuma (ou costumava) fazer.

Juntando a esses episódios há a “melguice dos jogos”, em que chega ao ponto de eu encontrar alguém, mesmo que ele não a conheça, basta ver que tem telemóvel para perguntar se tem jogos no intuito de lhe emprestar.

WHAT?!?! Menos….

Então resolvi criar um DESAFIO: vão ser 3 dias sem ecrãs cá em casa! Para que não se esqueça das outras brincadeiras que existem.

DESAFIA-TE também!!!! Usa a imaginação e criatividade, relembra o que possa estar esquecido e entretém o(s) miúdo(s) sem ecrãs. São só 3 dias!

Depois dou-vos o registo dos 3 dias. 🙂

Registo do desafio: Desafio sem ecrãs

Resultado: passamos vários dias sem ligar a TV sequer.

Tenham um bom dia!

Eliane Félix

Categorias: Infância

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